Tiro, porrada e bomba

JACK RYAN

     Hoje vim falar sobre uma série de ação, o que não costumo muito ver, e o contexto que me levou a ela: a produção Jack Ryan, estrelada pelo ator, diretor e produtor John Krasinski. O primeiro contato que tive com a série foi por meio de sucessivas e incansáveis propagandas da Amazon Prime, logo quando foi lançada. Apesar de comum o Prime passar exaustivamente o mesmo loop de 3 ou 4 propagandas entre a programação (o que não acho efetivo), não é difícil entender porque a plataforma forçou tanto a barra com Jack Ryan especificamente. É uma das maiores produções da companhia, custando entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões por episódio. Nada mal.

     Continuei a não dar Ibope para a série, mesmo com um trailer interessante, trilha musical envolvente e, convenhamos, quem não curte o John Krasinski? Mas, naquele momento, havia declarado guerra aos repetidos comerciais da plataforma e, como de praxe, "xinguei muito no Twitter" - a big fat lie, porque não costumo publicar no Twitter. Apenas sugeri no perfil do Prime de aumentarem as opções de propagandas no looping. Recebi uma resposta atenciosa, porém de nada adiantou, obviamente. E vida que segue, até o momento que resolvi rever o sitcom The Office (versão americana), sobre o qual falo mais neste post: Constrangimento nem sempre é ruim.

     No meio do caminho, me vi muito conectada ao personagem Jim Halpert, papel de Krasinski na comédia. Jim é um vendedor apaixonado pela secretária da companhia, que gosta de pregar peças em um colega surtado do setor e que está infeliz no emprego. Assim como muitos personagens de The Office, Halpert é bem caricato, sempre com seu jeito despojado fazendo caras e bocas para a câmera (como na foto ao lado). E o que isso tem a ver com Jack Ryan? Fala logo da série!

     Ok. Pois bem, fazendo essa re-imersão em The Office, fiquei mais interessada em ver Krasinski em outras produções e descobri que ele é bom também fora do humor. O fato é que, até o fim de The Office, ele tinha participações mais secundárias em filmes, mas desde 2015 vem sendo bem visado pela indústria. Vide os filmes 13 horas: os soldados secretos de Benghazi e Um lugar silencioso, que ele mesmo dirigiu e estrelou, ao lado da esposa (a maravilhosa) Emily Blunt. E, nessa vibe, finalmente chegamos a Jack Ryan.

     O personagem não é novidade em Hollywood: é baseado nos livros de espionagem do escritor Tom Clancy e já foi anteriormente interpretado nos cinemas por ninguém menos que Alec Baldwin, Harrison Ford, Ben Affleck e Chris PineNa série, Ryan é um ex-fuzileiro naval que sofre um acidente e se aposenta, indo trabalhar como analista de finanças da CIA. Como é de se esperar, ele não fica muito tempo em uma mesa de escritório e volta a campo. Jack é o típico herói americano que resolve quebra-cabeças, quer justiça e tenta salvar o mundo, caçando terroristas com uma arma na mão, então você já imagina como tudo flui. Falar muito mais sobre a sinopse é entregar algumas surpresas da série, mas entenda que é explosão a todo momento.

     A produção tem 2 temporadas lançadas, cada uma com 8 episódios de 1 hora , e as temporadas se fecham em si mesmas. Acredito que falo pela maioria quando digo que a 1ª temporada, que tem foco no Oriente Médio, é bem superior à 2ª, passada na Venezuela. Não consegui largar a 1ª temporada - não que seja maravilhosa, mas é a clássica produção milionária americana com muitos tiros, correria, música alta e, porque não, John Krasinski. A Amazon confirmou a produção da 3ª temporada, que seria lançada ainda este ano, mas possivelmente será atrasada para o ano que vem por conta da quarentena.

Jack Ryan está disponível no Amazon Prime.